HISTÓRIA E FILOSOFIA

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A GERAÇÃO DA LUZ

 Às veses tenho quase convicção que aquilo de que a maioria procura nem sempre de fato corresponde ao verdadeiro, belo, interessante, etc. Como um bom apreciador de uma boa música, e principalmente quando esta tem letra que nos leva a fazer uma boa reflexão, compartilho com vocês a letra um tanto  quanto interessante, e também para dizer até mesmo , um tanto profética e com uma pitada de despedida como se fosse ditada por um forasteiro que, sabendo de sua partida, nos deixa algumas palavras com uma certa "recomendação". Estou falando da música Geração da Luz de Raul Seixas. É preciso, para quem ainda não a ouviu, ponderar sobre alguns pontos interessante que o artista nos chama a atenção por algumas colocações dos versos. Passemos a fazer uma reflexão primeiramente dessa primeira parte, vejamos:

Eu já ultrapassei a barreira do som
Fiz o que pude às vezes fora do tom
Mas a semente que eu ajudei a plantar já nasceu!!
Eis duas sentenças que deram resultados: a primeira, afirmando o impossível. A segunda, pode não ter saído do jeito esperado. Mas o resultado dessa sinergia produziu o seu objetivo: permanecer vivo no tempo.


Eu vou, eu vou m'embora apostando em vocês
Meu testamento deixou minha lucidez
Vocês vão ter um mundo bem melhor que o meu!! Essa é uma despedida clássica do próprio Raul em muitas de suas músicas. Evidentemente que ninguém precisa ser profeta para saber que um dia irá partir. Mas como ele próprio diz, parece que, ao contrário, sua lucidez deixa claro que teremos um mundo melhor que o dele. Certamente o próprio Raul sabia de sua real condição existencial.


Quando algum profeta vier lhe contar
Que o nosso sol tá prestes a se apagar
Mesmo que pareça que não há mais lugar
Vocês ainda têm, vocês ainda têm
A velocidade da luz pra alcançar. Aqui claramente Raul Seixas define sua visão do infinito: a infinitude que leva o homem a jamais chegar a um limite e que ele deve está sempre em constante evolução. Parece que o nosso próximo passo, não é chegar em um planeta vizinho. Mas alcançar essa "velocidade da luz" que quebrará muitas barreiras de nossa periferia no sistema solar.

Esta foi só a primeira parte da música Geração da Luz. Deixo para vocês fazerem a próxima reflexão da segunda parte da música. E digo que é bem interessante e que talvez abra oportunidade para fazer um estudo em outras de suas músicas que por sinal são bem interessantes onde ele mistura história, filosofia, religião, política, etc. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA - UM ROTEIRO MÍSTICO OU UMA TRADIÇÃO CULTURAL?


A Semana Santa dentro da cronologia histórica teve sua mais profunda força durante a Idade Média para afirma o cristianismo e negar o paganismo cultural de Roma. Hoje, o que mais parecia uma representação para justificar uma figura mítica de um Cristo crucificado tem hoje uma conotação quase sem sentido para muitos.

Existe realmente algo de místico nesse período? Ou é apenas uma tentativa de relembrar a paixão representada por um simples galileu que vivia, a princípio, no anonimato de uma província insignificante de Roma? Ou era apenas uma forma de manter uma estrutura política- religiosa antes dominante e hoje enfraquecida? Onde realmente podemos encontrar um sentido para tão grande místicismo para uns, ou uma simples lembrança para alguns e até mesmo profana para outros? Se fizermos uma ligação entre o que é sagrado e o profano, sempre teremos uma representação da realidade. Aliás, toda religião para ter sentido deve necessariamente recorrer aos símbolos e metáforas. O próprio Cristo formulou toda sua doutrina recorrendo ao símbolo material para representar o simbolizado espiritual, no dizer de Huberto Rohden (1893-1981). Com isso, todo o cristianismo em sua pureza estava permeado de símbolos e metáforas. Até mesmo deu lugar para as superstições, como é o caso da sexta-feira 13. Isto se deu pelo fato da noite de sexta-feira, o Cristo estava com os doze (12+1=13), então sucederam-se todos os fatos que o levou à todos os impropérios, como por exemplo, traição, fuga dos discípulos, negação, prisão e por fim a morte do Salvador.

A riqueza e beleza que há por trás de tão grande simbolismo deveria serem mais instigados pela Igreja. Vejamos a beleza que tem o hinduísmo, com  toda sua infinidade de deuses, eles são, nesse ponto, bem mais "zelosos" com seus símbolos e parábolas. 

Um fato bem curioso na simbologia dos evangelhos é o episódio do Cristo com Barrabás. Saiba que a palavra de origem aramaica Barrabás, significa literalmente filho do pai, Bar=filho e Abbas= pai. Então, podemos dizer que Pilatos ao perguntar quem o povo soltaria, se Jesus ou Barrabás, na verdade o povo não teria escolha, pois simbolicamente Barrabás também seria o filho do Pai e consequentemente o filho sempre seria crucificado

quinta-feira, 29 de março de 2012

O OLHO DO OBSERVADOR INTERFERE NO OBJETO OBSERVADO


Qual sua visão do mundo? Em que você baseia seu pensamento para tirar conclusões sobre o que conhece ou julga conhecer? Saiba que nem sempre o certo ou errado são conclusões absolutas. Até o fim da Idade Média e início do Renascimento o homem ainda acreditava que ele mesmo era o centro de tudo, o que passou a se chamar de antropocentrismo. E bem antes, desde os gregos antigos, durante mais de mil anos o sol era o centro do universo. Nem mesmo Aristóteles (384-322 a.C.) um dos maiores pensadores do mundo antigo escapou de um fracasso traiçoeiro de seu pensamento, pois a própria Igreja herdou seu pensamento com essa visão da sistemática de nosso sistema solar. E só com Galileu Galilei (1564-1642) é que houve essa ruptura desse pensamento aristotélico (que só em 1992 a Igreja fez sua mea culpa em relação ao caso Galileu).

Ora, se grandes pensadores ficaram conhecidos na história também por uma visão errônea do mundo. Então como realmente temos certezas absolutas? Podemos ter certeza de alguma coisa apenas quando esta é um ínfimo "ocupante" de um espaço infinito, como uma cadeira, por exemplo. Que mesmo assim ainda está muito limitada à nossa própria linguagem. Como dizia Wittgenstein (1889-1951) "Que o mundo é meu mundo revela-se no fato de os limites da linguagem ( da linguagem que apenas eu compreendo ) significarem os limites do meu mundo"

terça-feira, 20 de março de 2012

PAPA BENTO XVI E JÜNGER HABERMAS




Um dos mais importantes filósofos alemães do século XX, nasceu em Gummersbach, a 18 de Junho de 1929. Fez cursos de filosofia, história e literatura, interessou-se pela psicologia e economia (Universidades de de Gotingen- com Nicolai Harttman-, de Zurique e de Bona). Em 1954 doutorou-se em filosofia na universidade de Bona. Estudou com Adorno e foi assistente no Instituto de Investigação Social de Frankfurt am Main (1956-1959). Em 1961 obtém licença para ensinar (Universidade de Marburg) e, em seguida, é nomeado professor extraordinário de filosofia da Universidade de Heidelberg (1961-1964), onde ensinava  Hans Geor Gadamer. Foi nomeado depois professor titular de filosofia e sociologia da Universidade de Frankfurt am Main (1964-1971). Desde 1971 é co-director do Instituto Max Plank para a Investigação das Condições de Vida do Mundo Técnico-Científico, em Starnberg.


Habermas foi durante os anos 60 um dos principais teóricos e depois crítico do movimento estudantil. É considerado um dos últimos representantes da escola de Frankfurt.
O que significa dizer que a filosofia converge para uma teoria da racionalidade procedimentalista?
Uma autocompreensão não-fundamentalista desobriga a filosofia de tarefas com as quais ela se via sobrecarregada, fornecendo-lhe uma nova autoconfiança no relacionamento cooperativo com as ciências que procedem reconstrutivamente. Segundo Habermas, uma filosofia sem pretensão fundamentalista e com consciência falibilista, entra em cooperação com as ciências, não se isolando numa esfera particular de dominação.
Como Habermas estabelece a relação entre filosofia e ciência? Qual a tarefa da primeira?
Numa relação íntima com as ciências e com o senso comum, a filosofia pode, por exemplo, criticar a colonização de um mundo da vida que é esvaziado pelas intervenções da ciência, da técnica, do mercado e do capital.
Qual o contexto histórico filosófico a partir do qual a teoria da Ação Comunicativa realiza suas reflexões?
A racionalidade moderna enfrenta os desafios contemporâneos da multiplicidade de formas de vida diferenciadas, bem como a disputa entre diferentes teorias. Para Habermas, com o advento da modernidade, as religiões precisam abrir mão do caráter dogmático de aceitação de suas doutrinas, a fim de coexistirem em um mundo de diferentes visões de vida: “Com a passagem para o pluralismo ideológico nas sociedades modernas, a religião e o ethos nela enraizado se decompõem enquanto fundamento público de validação de uma moral partilhada por todos.” (HABERMAS, 2002b, p.19).
Qual a diferença entre agir estratégico e o agir comunicativo.
No agir estratégico o sujeito solitário atua objetivando um fim particular, no agir comunicativo, ao contrário, o sujeito é motivado pelo outro para uma função conjunta que diz respeito a ambas as partes. Se o agir estratégico orienta uma ação do ponto de vista particularista, o agir comunicativo busca ações que se fundamentam à luz dos atos da fala, tendo o outro como momento fundamental para a racionalidade das normas.
Como são os dois níveis de ação comunicativa: o nível da ação ordinária e o nível do discurso.
No nível da ação ordinária, as pretensões de validade não são problematizadas, e o nível da problematização reflexiva, do discurso, no qual as pretensões de validade levantadas na práxis comunicativa ordinária são postas num debate crítico e argumentativo.
Como Habermas reformula o Imperativo Categórico de Kant por meio do princípio ético discursivo?
Ao invés de prescrever a todos como válida uma máxima que eu quero que seja uma lei universal, tenho que agora apresentar minha máxima a todos os demais para o exame discursivo. O peso coloca-se daquilo que cada indivíduo isolado quer como lei universal, para aquilo que todos querem de comum acordo reconhecer como norma universal: o processo de universalização não se dá mais no interior de uma consciência transcendental, e sim dialogicamente por meio dos sujeitos.
Em que sentido Habermas afirma que a racionalidade imanente e prática comunicativa é uma racionalidade mais ampla?
O conceito de ação comunicativa refere-se à interação de pelo menos dois sujeitos capazes de linguagem, em que estes buscam se entender sobre uma situação, coordenando planos de ação de comum acordo.
Qual a diferença entre Ação Comunicativa, Ação Estratégica e Instrumental?
O agir comunicativo distingui-se, pois, do estratégico, uma vez que a coordenação bem sucedida da ação não está apoiada na racionalidade teleológica dos planos individuais de ação, mas na força racionalmente motivadora de atos de entendimento, portanto, numa racionalidade que se manifesta nas condições requeridas para um acordo obtido comunicativamente. A ação instrumental e a estratégica só se diferenciam pelo fato de que, na primeira, o sujeito lida não diretamente com o outro sujeito, mas com as coisas. Ao passo que, na segunda, o sujeito busca influenciar o outro sujeito para que realize atos necessários para a obtenção do seu fim.
Como Habermas contesta o positivismo e o relativismo ético?
Habermas, como herdeiro da Escola de Frankfurt, não pode “cair” no positivismo e defender uma racionalidade no sentido de simples adequação às normas.
Como Habermas interpreta a importância da linguagem no âmbito de sua teoria da Ação Comunicativa e no conceito de razão destranscendentalizada?
A teoria da ação comunicativa destranscendentaliza o reino do inteligível ou, como o próprio Habermas destaca, faz com que as questões caiam do céu transcendental em direção ao chão do mundo da vida, através dos pressupostos pragmáticos inevitáveis dos atos de fala.
Em que sentido fala de um transcendental fraco no agir comunicativo?
O que Habermas combate é a ideia de que o transcendental possa se autofundamentar como filosofia primeira, independentemente do empírico, porque haveria nisso, segundo ele, o risco de cairmos novamente numa filosofia da consciência. É por isso que Habermas fala de um transcendentalismo fraco no agir comunicativo.
Por que para Habermas a linguagem como medium intransponível de todo sentido, de toda reflexão teórica e prática, forçou um repensamento de todos os problemas filosóficos?
A guinada linguística possui vários motivos, dentre os quais a convicção de que a linguagem forma o meio para as encarnações culturais e históricas do espírito humano e que uma análise metodicamente confiável da atividade do espírito não deve começar pelos fenômenos da consciência, e sim pelas expressões linguísticas.
Como a linguagem é condição de possibilidade de todos os sentidos e validade das proposições é condição fundamental do próprio pensar?
É preciso observar se a linguagem é utilizada apenas como meio para a transmissão de informação ou se, ao contrário, como fonte de integração social. No primeiro caso, trata-se da linguagem tão-somente no sentido do agir estratégico, pois os atos de fala perdem o papel de coordenação da ação em favor de influências externas à linguagem, como o dinheiro e o poder; no segundo caso, trata-se da linguagem na perspectiva do agir comunicativo, em que a força consensual do entendimento linguístico torna-se fundamental para a coordenação das ações.
Em que sentido ocorre a colonização do mundo vivido pelos imperativos funcionais ou subsistemas de ação instrumental?
O mundo da vida oferece uma provisão de obviedades culturais, lugar onde os participantes da comunicação tiram seus esforços de interpretação os modelos de exegese consentidos.
Em que sentido Habermas afirma que a modernidade é um projeto inacabado?
A questão principal posta é a predominância atual da racionalidade instrumental, em contraposição à racionalidade comunicativa. Isto faz com que Habermas argumente que a modernidade é ainda um projeto inacabado, que não se efetivou por completo, pois a razão comunicativa está “bloqueada” pelos imperativos sistêmicos, não sendo coerente falarmos que p problema seja a razão enquanto tal e proclamarmos seu fim ou sua despedida.
Em que sentido é correto afirmar que Habermas não elimina a racionalidade instrumental?
Em Habermas, não se trata, todavia, da eliminação da racionalidade instrumental, porque ela tem sua importância como momento particular de uma ideia de racionalidade mais ampla: a razão comunicativa.


http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=o%20agir%20comunicativo%20e%20democracia%20deliberativa%20junger%20habermas&source=web&cd=6&ved=0CEkQFjAF&url=http%3A%2F%2Fwww.conpedi.org.br%2Fmanaus%2Farquivos%2Fanais%2Fbrasilia%2F15_608.pdf&ei=LzJpT6u2Mc_MtgfI66T_CA&usg=AFQjCNEKNTgTIQmxIrCxe-ypZAa3mWOayw

domingo, 4 de março de 2012

EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA


Pierre Bourdieu nasceu em 1930 no vilarejo de Denguin, no sudoeste da França. Fez os estudos básicos num internato em Pau, experiência que deixou nele profundas marcas negativas. Em 1951 ingressou na Faculdade de Letras, em Paris, e na Escola Normal Superior. Três anos depois, graduou-se em filosofia. 



O livro A Reprodução (1970), escrito em parceria com Jean-Claude Passeron, analisou o funcionamento do sistema escolar francês e concluiu que, em vez de ter uma função transformadora, ele reproduz e reforça as desigualdades sociais. Quando a criança começa sua aprendizagem formal, segundo os autores, é recebida num ambiente marcado pelo caráter de classe, desde a organização pedagógica até o modo como prepara o futuro dos alunos. 



Para construir sua teoria, Bourdieu criou uma série de conceitos, como habitus e capital cultural. Todos partem de uma tentativa de superação da dicotomia entre subjetivismo e objetivismo. “Ele acreditava que qualquer uma dessas tendências, tomada isoladamente, conduz a uma interpretação restrita ou mesmo equivocada da realidade social”, explica Nogueira. A noção de habitus procura evitar esse risco. Ela se refere à incorporação de uma determinada estrutura social pelos indivíduos, influindo em seu modo de sentir, pensar e agir, de tal forma que se inclinam a confirmá-la e reproduzi-la, mesmo que nem sempre de modo consciente.



Um exemplo disso: a dominação masculina, segundo o sociólogo, se mantém não só pela preservação de mecanismos sociais mas pela absorção involuntária, por parte das mulheres, de um discurso conciliador. Na formação do habitus, a produção simbólica – resultado das elaborações em áreas como arte, ciência, religião e moral – constitui o vetor principal, porque recria as desigualdades de modo indireto, escamoteando hierarquias e constrangimentos. 



Assim, estruturas sociais e agentes individuais se alimentam continuamente numa engrenagem de caráter conservador. É o caso da maneira como cada um lida com a linguagem. Tudo que a envolve 
– correção gramatical, sotaque, habilidade no uso de palavras e construções etc. – está fortemente relacionado à posição social de quem fala e à função de ratificar a ordem estabelecida. Para Bourdieu, todas essas ferramentas de poder são essencialmente arbitrárias, mas isso não costuma ser percebido. “É necessário que os dominados as percebam como legítimas, justas e dignas de serem utilizadas”, afirma Nogueira.


http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=bourdieur&source=web&cd=3&ved=0CFMQFjAC&url=http%3A%2F%2Feducarparacrescer.abril.com.br%2Faprendizagem%2Fpierre-bourdieu-307908.shtml&ei=e9pTT5iYNZKctwfgg8DRDQ&usg=AFQjCNHXOmS_sFzbsgc_rDGmKhX-BKpcvQ

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LÍDERES E LIDERADOS - UMA OPÇÃO OU UMA CONDIÇÃO?

Átila foi um importante conquistador do século 5, famoso pelos ataques que comandou contra o Império Romano. Ele era chefe dos hunos, um povo nômade de origem mongólica. "Átila parece ter sido um comandante astuto e de grande habilidade. Sob sua liderança, os hunos dominaram e aterrorizaram vastas áreas da Europa e da Ásia", afirma o historiador inglês John Warry. (Site: Mundo Estranho)


Sempre na história da humanidade haverá líderes e liderado. O líder é sempre uma figura forte e imparcial nas suas ações e mantém seu controle emocional equilibrado ao ponto de demonstrar uma certa "frieza" nas ações. Há líderes que se fazem líderes e há líderes que os outros os fazem dele um líder. Iniciativa, prontidão, atitude, maturidade, resiliência, são atributos de um líder, que mesmo sem compreender alguns desses termos em sua concepção rigorosa do termo pratica-os como se os soubesse. De fato, ele sabe e age como tal, mas como na psicologia mesmo diz que "o que age como conhecimento de procedimento ou grande habilidade e o faz sem saber como". 


Líder do regime mais fechado do mundo, o coreano Kim Jong-il viu neste ano aumentarem os rumores de que deixará o cargo por causa de um derrame sofrido em 2008. Ele está desde 1994 no poder, quando herdou o cargo do pai, Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte comunista, em 1948. O mais provável sucessor é o filho mais jovem, Kim Jong-un, de 26 anos

Na história da humanidade muitos homens tornaram-se líderes. Uns para o próprio benefício, outros pelo benefício do próximo. A natureza e o exercício da liderança tem sido objeto de estudo do homem ao longo da sua história. Bernard Bass (2007) argumenta que "desde sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o quê e porquê eles fizeram o que fizeram".[1] A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumentava em A República que o regente precisava ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu "rei sábio", bem como Tao e seu "líder servo".
Acadêmicos argumentam que a liderança como tema de pesquisa científica surgiu apenas depois da década de 1930 fora do campo da filosofia e da história. Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre liderança evoluíram de teorias que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que líderes eficazes deveriam fazer, e chegando a uma abordagem situacional ou contingencial, que propõe um estilo mais flexível, adaptativo para a liderança eficaz.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

EUA - A QUEDA DE UM IMPÉRIO

Esta pintura (cerca 1872) de John Gast chamada Progresso Americano é uma representação alegórica do Destino Manifesto. Na cena, uma mulher angelical, algumas vezes identificada como Colúmbia, (uma personificação dos Estados Unidos do século XIX) carregando a luz da "civilização" juntamente a colonizadores americanos, prendendo cabos telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selvagens do oeste "oficialmente" sendo afugentados pela personagem.

Sempre existiram duas forças principais na natureza que basicamente podemos distingui-las e separá-las facilmente por seus antagonismos distintos, por exemplo, positivo-negativo, bem-mal, vida-morte, sim-não, oculto-revelado, etc. Em todos os sentidos essas duas definições ou direções, são claras e distintas. Mas quando tratamos de poder político e econômico? Podemos ter essa distinção efetivamente verificável? Uma nação por exemplo, pode ser uma dessas forças? Pode existir apenas duas nações no mundo que controlam o resto? Bom, ao olharmos para o passado podemos dizer que sempre foi assim. Na Antiguidade, o império romano tinha em contra partida os bárbaros, que apesar de não serem definidos como nação homogênea, eram temidos pelos romanos. Mais claramente, podemos ver que Portugal e Espanha eram as duas nações que dominavam. Outras como Inglaterra e Holanda, França e Inglaterra e mais recentemente EUA e Rússia. 

Hoje não podemos perceber claramente em que ponto estão definida a característica de quem é quem. A China está se preparando como uma forte candidata a uma grande potência.   Os EUA está a ponto de perder sua hegemonia econômica. E agora com essa tal de globalização, nada é certo. O Destino Manifesto é o pensamento que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos é eleito por Deus para comandar o mundo, e por isso o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina. Esse papo de nação "eleita" já foi coisa de um passado fora de um contexto atual pois, até mesmo a religião não passa hoje de algo mais científico do que místico. 

Acredite ou não mas um colapso econômico hoje de igual proporção como o ocorrido em 1929 nos EUA, jamais o erguerá de suas cinzas. Nem se seu símbolo de uma águia poderosa fosse transformada de uma fênix erguida das cinzas.



Em 1821 o senador por Massachusetts, Edward Everett, demonstrando o pensamento estadunidense sobre os seus vizinhos da América Latina declarou: (sic)..."Nem com todos os tratados que possamos fazer, nem com todo o dinheiro que emprestarmos, poderemos transformar seus Bolívares em Washington".
Quando os estadunidenses referem-se a si mesmos como americanos somente repetem a frase mais conhecida do presidente James Monroe, proferida no congresso estadunidense em 1823: "A América para os americanos (estadunidenses)". A esta linha de pensamento denominou-se Doutrina Monroe, que é seguida até a atualidade.
A doutrina Monroe consistiu basicamente em três questões:
  • A não intervenção nos assuntos internos da América por países europeus.
  • A não criação de novas colônias por países europeus na América.
  • A não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos países europeus como guerras entre estes países e suas colônias [1].