HISTÓRIA E FILOSOFIA

quarta-feira, 10 de julho de 2013

PROTESTOS PARA MUDAR


Os protestos realizados nos últimos dias pelo Brasil a fora, já mudaram, pelo menos de alguma forma, o discurso de muitos políticos. Sabemos que a insatisfação do povo é voltada principalmente à esfera pública que tem a responsabilidade de manter a organização social e o bem-estar da sociedade. Contudo, são mudanças tímidas e que ainda não têm uma forma visível e concreta. Podemos dizer até que ainda estamos no nível da discussão. Já percebemos que o clima é de efervescência política: discussão sobre melhores condições de transportes; segurança; educação e saúde, são temas de maior urgência que a cada dia ganha força. Em contra-partida, o governo coloca em pauta uma reforma política. Algo como uma "maquiagem de ação", ou seja, tenta transparecer que está agindo em favor das solicitações do povo nas ruas. Nós brasileiros, devemos aproveitar o momento para um "amadurecimento político" para melhor entender as sutilezas daqueles que detêm o poder. É comum entre governantes reagir contra forças que podem abalar a estrutura vigente.

Nesse clima de insurgência de um povo insatisfeito, é comum essa mesma sociedade sofrer danos, sejam eles físicos, ou financeiros, como é o caso de destruição de patrimônios públicos. Uma coisa é certa, o joio sempre estará no meio do trigo. Isso faz parte da própria natureza humana. Não podemos é julgar um campo cultivado apenas por um determinado elemento, no caso, o mal, e sim, pela abundância que há dos bons.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

DIA DO PACIFICADOR OU DO PACÍFICO?


"Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas".
Isaías 45-7

Hoje é o dia do Pacificador, e como diria Mahatma Gandhi: "não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho". Na bíblia, nas versões mal traduzidas, todas dizem: "bem-aventurados os pacificadores" (Mt.5:9). Assim, a bíblia atribui ser bem-aventurado a quem faz a paz e não  a quem é pacífico. Entre fazer e ser existe um abismo imenso. Principalmente quando tratamos de virtudes. Fica somente uma pergunta: é bem-aventurado quem faz a paz ou quem tem a paz?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A SUBLIMAÇÃO DO HOMEM PELA ESCASSEZ - O ARADO: A MAIS IMPORTANTE CRIAÇÃO DO HOMEM PRIMITIVO

"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade." (Voltaire)


Vemos pela história da humanidade, muitas descobertas e transformações que ocorreram durante toda trajetória desde os primórdios até aos dias de hoje. Uma delas, e talvez, a mais importante, foi o surgimento da agricultura. Através da necessidade de busca de alimento para sua sobrevivência e as adversidades imposta pela natureza, o homem se submeteu a uma mudança de perspectiva, no primeiro momento de uma vida nômade, para depois, num estado de estabilidade física territorial abrindo caminho para as primeiras civilizações.

As primeiras manifestações objetivas da criação humana que são bem percebíveis: a pedra polida em forma de arma, instrumentos de defesa, ferramentas para manipular a natureza a sua volta, artefatos de caça, etc. Vemos nesse estágio, um aspecto grotesco de criação. Aqui, sua característica selvagem foi apenas aprimorada. Em outro momento, ou seja, no desenvolvimento da escrita, por exemplo, tem-se uma manifestação mais sutil de suas habilidades. Seguindo essa metodologia, certamente teremos mais estágios sublimes e criativos que vão desde os trabalhos artísticos, representados em rochas, até a criação de um poema, por exemplo.

É surpreendente quando pensamos que a roda, como a maioria diz que foi a maior invenção humana, não foi certamente a maior de todas. Esta teve sua indubitável importância, porém, a mais importante de todas foi, aparentemente uma ferramenta insignificante, o arado. Este proporcionou ao homem fixar-se em um determinado território. Nele, pôde o homem, com essa ferramenta, revolver a terra para proporcionar o plantio do alimento, dando início, assim, a uma revolução de maior relevância para o rebuscamento das civilizações futuras, a agricultura.   

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O ATAQUE EM BOSTON PERGUNTA: QUEM ATACOU A LÍBIA EM ABRIL DE 1986?

"É antidemocrático um Parlamento ter poderes para fazer as leis."


Quem atacou a capital da Líbia em 15 de Abril de 1986? Exatamente no mesmo dia do ataque na cidade de Boston. Vinte e sete anos depois um ataque (terrorista?) abala os EUA. Os acontecimentos as vezes acabam por cair no esquecimento. Mas é preciso rever com olhar crítico tais fatos. Se esse ataque foi de maneira que não deixou pistas de quem poderia ter sido os responsáveis, na Líbia em 1986, não foi igual. Declaradamente o presidente Ronald Reagan envia sob os céus de Trípoli uma frota de 77 aviões americanos para bombardeá-la. E não só executa tal plano, como mata centenas de civis, incluindo a filha do general Muamar Kadafi. Ah, então dar para entender, né?

"Governos tendem a não resolver os problemas, apenas reorganizá-los."

Pois bem, então temos uma procedência meio bizarra? Mas sem querer tender para o lado da "profecia anunciada" lembro que isso não funciona. Só nos resta uma condição: ela está na matemática. Mas como assim? Vejamos. A história norte-americana em conflitos de guerra já é bastante abrangente, certo? Com quantas nações, desde a Primeira Grande Guerra, esse país já tenha tido problemas que levou sua hostilidade ao extremo? Sempre em algum momento o cenário muda. Também os personagens mudam, mas uma coisa é certa: sempre existirá algo que um dia, não posso nem explicar aqui a tamanha da complexidade, que os conflitos vêm à tona por quem também o gera. E para não querer passar uma imagem de que isso foi uma coincidência, é só ver pela quantidade de acontecimentos que volta e meia os EUA está imbuído em conflitos que só destrói e nada constrói.

terça-feira, 16 de abril de 2013

COREIA DO NORTE E O EXTREMO DA GUERRA

Segundo o presidente Obama, "é importante para a Coreia do Norte, como para qualquer outro país do mundo, observar as regras e normas básicas".

Não sabemos de fato o que o governo norte coreano pretende com essa questão toda de achar que pode mudar alguma coisa a seu favor. Com certeza existem problemas sociais sérios naquele país. A Coreia hoje é uma cortina fechada para o mundo. Uma coisa é certa, necessidades básicas para uma vida digna naquele país, podemos até imaginar que lá não é essas coisas de muito bom não! Incrível como ainda numa época que vivemos hoje, onde o conhecimento é tão difundido e ainda vemos casos de ditadores dando as regras como se vivessem numa época remota. O grande problema no entanto, é que os EUA quer repetir o que aconteceu com o Vietnã entre 1955 e1975. Um conflito entre dois grandes países em nossa época pode terminar em pouco tempo devido a velocidade e eficiência do aparato bélico, porém, no entanto, as vítimas que sucumbiriam a tamanha violência seria de uma mortandade sem igual. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMA VENEZUELA COM A MESMA CARA


A Venezuela está com novo presidente. Será uma nova era que começa sem muitas perspectivas. Talvez Hugo Chaves estará presente na ideia. Diferente de Cuba, que a ideia está viva, mas lá nada mudou. Quem sabe o que os venezuelanos esperam daqui pra frente? Pelo menos uma certa desconfiança dos adversários ficou. Eles podem até saber o que ocorrerá... As diferenças sociais sempre irão permanecer em qualquer ligar, a única coisa que é fato, é que pode ser reduzida, mas nunca eliminada.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A VERDADE E SUAS VESTES

"Em um ponto o ódio é mais inteligente que o amor: o ódio é capaz de ver o lado bom da pessoa odiada, e o amor é incapaz de ver o lado mau da pessoa amada."
Giovanni Papini (1881-1956)


Vamos acompanhar a lógica de um pequeno texto desse grandioso escritor italiano sobre o que ele diz da verdade que os homens defendem tanto por vários motivos que, às vezes, nem sempre desejam ouvir, como o próprio Giovanni Papini diz:

 "o homem deseja e odeia a verdade." Agora até que ponto o homem odeia e deseja? Ele diz: "Quer mentir aos outros- quer que o enganem (prefere a ficção à realidade), mas por outro lado receia o engano, quer o fundo das coisas, o verdadeiro verdadeiro, etc.
Somente a razão conduz à verdade. Mas só os fanáticos, os visionários e os iluminados fazem as coisas grandiosas, mudanças, descobertas. A verdade, de tanto se tornar necessária, conduz à secura, à dúvida, à inércia - à morte.
É muito natural que os homens odeiem aqueles que dizem ou tentam dizer a verdade. A verdade é triste (dizia Renan) - mas, com maior frequência, é horrível, temível, anti-social. Destrói as ilusões, os afetos. Os homens defendem-se como podem. Isto é, defendem a sua pequena vida, apenas suportável à força de compromissos, de embustes, de ficções, etc. Não querem sofrer, não querem ser heróis. Rejeição do heroísmo-mentira.