HISTÓRIA E FILOSOFIA

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

UMA DESORDEM PARA ORDENAR TUDO

"Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência"

Em cada momento de nossa vida experimentamos uma situação nova. Mas não é a experiência em si que nos impulsiona para seguirmos adiante, e sim nossa reação diante do novo dado por cada experimento. O novo sempre estará presente. Na infância, na adolescência, na fase adulta e na velhice sempre aparecerá algo de extraordinário. Esse "extraordinário" é exatamente aquilo que expressa essencialmente o conceito, ou seja, aquilo que está fora da ordem. E não deveria ser mesmo assim? Já pensou se tudo estivesse em sua devida ordem, o que faria o homem para elaborar seus projetos? Há quem diga que somos nós que pomos tudo fora da ordem. Quem pensa assim olha apenas superficialmente aquilo que deveria enxergar profundamente. Tomam como exemplo a própria ordem que o homem colocou e que ele mesmo a destrói a seu bel prazer. Se há violência, é porque não há um ajuste. Se há fome, é porque alguém recolhe em demasia, se existe presos é porque é desordeiro. À luz das convenções é isto verdade: as leis, os costumes e as diferenças sociais, isto tudo são mecanismos convencionais. Não são de fato as ordens em si que geram a evolução. As próprias diferenças é que fazem a ordem. Parece paradoxal mas quando olhamos por outra perspectiva, nos tronamos menos temerosos diante das situações constrangedoras. Difícil é fazer com que os outros compreendam isto. Como disse Paul Claudel (diplomata francês): a ordem é o prazer da razão: mas a desordem é a delícia da imaginação. Como dizia o Cristo, que tiver entendimento que ouça!

domingo, 29 de dezembro de 2013

CID GOMES CONHECE BEM O MARKETING PESSOAL

"Quem quer dar aula, faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado"

Cid Gomes


Isso é comum entre os grandes líderes de fazerem esse tipo de marketing pessoal. Até os grandes generais do passado fariam o que o governador Cid Gomes fez. O imperador Júlio César, em algumas ocasiões, afiava as espadas dos soldados. Em algumas de suas batalhas, o próprio imperador estava no meio do conflito misturado com seus combatentes ao ponto de os inimigos nem imaginar que se tratava do próprio general romano. O imperador Augusto César fazia questão que seus escultores o retratasse vestido de patrício mas com os pés descalços. Até mesmo Alexandre, o Grande, fazia trabalhos braçais junto aos seus liderados de forma a ganhar o carisma de suas tropas.

"Se perguntássemos ao governador por que ele fez o que fez (mergulhar no tanque para resolver um problema). Será que responderia com um trocadilho daqueles de Jânio Quadros, "Fí-lo por que quí-lo"?

Sabemos de fato que o ato físico do governador de tentar resolver um problema técnico seria inútil diante de sua falta de habilidade e a gravidade do problema. É por isso que existe os aptos a fazerem o serviço braçal que, aliás, é digno de sabedoria fazer na prática aquilo que se prega na teoria. A força de um líder está na deliberação. A tomada de decisão certa e uma ordem dada, seria bem mais eficaz do que um mergulho para apertar um parafuso naquela ocasião. Mas isso faz parte do jogo. A propaganda, o fetiche, são ferramentas indispensáveis para qualquer líder que queira manter sua imagem de um homem "cheio de prontidão".

A princesa Diana também sabia como fazer propaganda. Em 1997 caminha por um campo minado na Angola.
A irreverência das letras musicais do cantor Bezerra da Silva trata bem o perfil desses tipos de propaganda. Uma delas é o "Candidato caô caô". Veja algumas frases:

"Ele subiu o morro sem gravata, 
dizendo que gostava da raça, 
foi lá na tendinha bebeu cachaça, 
até bagulho fumou, 
entrou no meu barracão 

E lá usou lata de goiabada como prato, 
eu logo percebi é mais um candidato 
para a próxima eleição."




















quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

TEMPO E DINHEIRO E OS DITOS POPULARES

Pilatos popularizou uma das frases mais conhecidas do nosso cotidiano. No julgamento de Jesus, para sair sem culpa da injustiça que estava a ponto de cometer e pressionado para condená-lo lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isto." Mt 27:24. Uma maneira inteligente pra não dizer covarde de dizer "não tenho nada a ver com isso. Se virem!".

Como disse Nietzsche "há homens que nascem póstumos". E foi essa mesma sentença que se popularizou entre nós ao ponto de ninguém tentar contestá-la. Talvez pela força de sua veracidade ou pelo fato de que a maioria das pessoas nem param pra pensar nos chamados "ditos populares". De fato, existe máximas que caem no gosto popular e, sem saber o povão, foram ditas por grandes pensadores. Mas voltando à frase citada, e como dizemos no Nordeste, "tem gente que nasce morto", é bom que os "corajosos" de plantão reflitam sobre isso. Mais um ano está acabando e outro está chegando e as perguntas ficam: o que fazer de novo? O que não foi realizado? O que podemos fazer para que algo pensado saia da ideia e se torne um ideal? Aliás, você tem um ídolo ou um ideal? É certo que na teoria somos capazes de tudo, mas na prática...

Já passamos do momento de percebermos que o mais importante das nossas sensações biológicas foi o tempo. Digo isso por que no passado era necessário ter tempo para viver mais. Era preciso ter tempo para prolongar a vida; o homem idoso era o que tinha mais respeito, ser velho era ser sábio e assim por diante. Hoje é preciso ter dinheiro. Quem tem dinheiro tem o tempo. Falando nisso, lembra de uma expressão popular de que "tempo é dinheiro"? Percebam que agora é o contrário? Ou seja, dinheiro é tempo. Um prisioneiro tem tempo, mas se não tiver dinheiro... Já o prisioneiro se tiver dinheiro nem prisão ele terá.   

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O TEMPO NOSSO DE CADA DIA

"Nobres e retos. Ai do homem; quão ingrato é! De que Ele o criou? De uma gota de esperma; Ele o criou e o modelou (em seguida). Então, suavizou-lhe o caminho, depois o fez morrer e o sepultou; e, por fim, quando Lhe aprouver, ressucitá-lo-á."

                                                                                        Alcorão   80ª surata 16-22

É preciso ver as coisas sempre por outro ângulo. Há casos que existe e exige apenas um foco. Quando por exemplo, tentamos ligar o interruptor de uma lâmpada. Nesse caso, sabemos que não há outra maneira. Mas quando tratamos de decidir sobre uma questão ética, podemos encontrar inúmeras maneira que pensamos está correta e daí optarmos pela mais adequada. Hoje está cada vez mais difícil tomar a decisão correta. Um grande fator causador dessa dificuldade é o tempo. Nele estamos cada vez mais limitados por conta da sofisticação dos meios tecnológicos. As vezes nos tornamos até inconsequentes sem sermos de fato. Como dizia Mário Quintana o tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo... Por tanto meus amigos, não se apressem em buscar mais questões para resolvê-las, ou seja, mais problemas para solucionar num mundo cada vez menor para se pensar. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CORPO DO EX-PRESIDENTE JOÃO GOULART SERÁ EXUMADO: UMA NOVA PÁGINA SERÁ ESCRITA NA POLÍTICA DO BRASIL

"A imagem projetada na Revista VEJA sobre minha vida no exílio, me apresentando como um estancieiro rico, alheio aos problemas da pátria, não reflete a realidade."

A democracia é um fenômeno dinâmico em uma sociedade. Para exemplificar, um caso bem evidente é o que vem acontecendo no Brasil. Após um Regime Militar que durante 20 anos marcou sua força repressora na política brasileira, ainda hoje percebemos os efeitos que aparece de forma discreta. No próximo dia 14, ocorrerá a exumação do corpo do 24º presidente da república, João Belchior Marques Goulart (1919-1976), mais conhecido popularmente como Jango. Um mistério que ainda falta ser desvendado sobre uma possível ação da ditadura militar. Cogita-se que sua morte pode ter sido causada por envenenamento. Para confirmar tal tragédia, só será ratificada apenas com os exames técnicos, e caso haja essa confirmação, uma nova página será escrita na história política do Brasil. Uma pergunta também surge: quantos corpos de presidentes ainda serão exumados?

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PRESERVAR A NATUREZA É PRESERVAR O HOMEM?


Dia 4 de outubro é considerado o dia Mundial da Natureza. O que nos leva a refletir nessa data, porém, não é o fato dessa comemoração ter dia próprio para uma reflexão, e sim, o que durante a história levou a humanidade a importar-se mais com a "preservação da Natureza". Hoje em dia sabemos que está em pauta o assunto sustentabilidade, preservação do meio-ambiente, proteção aos animais, etc. O que é interessante, em todo caso, é o processo interligado entre religião, política, economia e ciência que culminou em determinado momento para essa "preocupação" com o meio que nos cerca. 

A Natureza na Antiguidade, principalmente na Grécia Antiga, foi a matéria-prima para que os primeiros filósofos desenvolvessem um processo de pura análise filosófica que ocasionou no surgimento da filosofia. Não no pensamento mitológico, mas no pensamento racional. Hoje está ela, a Natureza, em pauta nos meios de comunicação, na literatura, na arte, em fim, nas mais diversificadas maneiras de expressar o sentimento humano. Mas principalmente, com um foco voltado talvez para um sentimento egoísta, já que o conceito de preservação nesse contexto é na verdade uma tentativa de preservar o próprio homem. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

MANIFESTAÇÕES COMO FERRAMENTAS PARA CONSERTAR A POLÍTICA

“Em nossa sociedade, os homens são paranoicamente ambiciosos, porque a ambição paranóica é admirada como uma virtude e os que alcançam sucesso são adorados como se fossem deuses.”

Aldous Huxley (1894-1963) 

É correto concordar com o economista Adam Smith quando diz que "a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes". A ostentação do luxo que a elite de nosso país demonstra, é um verdadeiro modelo praticado pelos príncipes e reis absolutistas desde os tempos que antecederam a Revolução Francesa. Os símbolos carregados de aparatos que demonstram o luxo, tais como, seguranças particulares, carros blindados, aviões, tribunas que celebram cerimônias como premiações, etc. são tantos ornamentos que não estão compatíveis com a miséria que ainda aflige parte da população. 

Os protestos no país tiveram sua origem, ainda que implícito, nesse descontentamento. Logo depois a mídia denuncia abusos por parte de políticos em relação à solicitação de aviões da FAB para uso próprio. Isso é também um símbolo. Deixa um povo descontente quando muito furioso. Esse tipo de postura continuará a ser praticado. Somente com constantes manifestações elas irão ceder e enfraquecer.


Perguntas de um Trabalhador que Lê

" Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tanta vezes?
Em que casas Da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo Quem os ergueu?
Sobre quem triumfaram os Cesares?
A decantada Bizancio tinha somente palácios para os seus habitantes?
Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?
O jovem Alexandre conquistou a Índia. Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada Naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitoria. Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem. Quem pagava a conta?
Tantas histórias. Tantas questões."